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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Alain Whyte comenta sobre o começo com Moz


"6 meses antes de me juntar ao Morrissey, eu veria o cartaz para Our Frank em todos os lugares. Eu fui em um pub ou em um restaurante em que eu ouviria Suedehead. Ligava o rádio Our Frank estava tocando. Adorei esta música principalmente por causa da letra. "Alguém por favor me impeça de pensar o tempo todo."

Fui a um escritório de carreiras que me perguntaram o que eu queria ser. Eu
disse que queria ser uma estrela do rock, é claro que o cara disse que não podia ajudar com isso, cara. Muito bem. Eu estava cansado de trabalhos pesados. Todo o escritório de oportunidades de carreira que poderima me ajudar era com a limpeza do Estádio de Wembley. Fiquei deprimido, sem cabeça. Eu não podia beber minha dor ou drogar minha dor, felizmente, eu não sou assim. Eu desejava não ter pensado tão profundamente, mas eu penso e essa música simbolizava exatamente como eu me sentia sobre a vida. Por que não posso ser superficial?

 Fui caminhar num parque realmente fora do caminho, e no chão embaixo de mim alguém tinha escrito Morrissey no concreto. Era louco, era como um presságio para o que estava por vir. Não consegui afastar-me de Morrissey.

Agora voltei para este vídeo. Eu nunca o vi porque acho que nunca foi lançado e fico feliz porque este tipo de Skinheads eram realmente más notícias no final dos anos 80. Na verdade, eu não gosto deste vídeo por causa dos skinheads nele. A quantidade de vezes que eu tive que correr por ter um quiff, de 5 ou 6 skinheads foi cômico. Nos anos 80, em Londres, era tribal e áspero. Você não tem ideia. Meu amigo e eu estávamos caminhando pela Finchley Rd, um ônibus cheio de adeptos do Everton começaram a enfurecer-se enquanto dirigiam além de nós, é claro que nós devolvemos. Bem, o ônibus estacionou e saíram correndo 50 caras hooligans querendo nos matar e garoto, nós corremos lol.

De qualquer forma, eu adoro o castigo lírico nesta música. Our Frank, você é francamente vulgar no pulôver vermelho, um som tão fantástico como um castigo lírico parecido. É uma pena que nós, Gaz, Boz, Spen nunca tivemos a chance de trabalhar com Clive Langer ou Stephen Street. Achava que Stephen fizesse um trabalho maravilhoso com Morrissey e os The Smiths. Our Frank é uma melodia brilhante e uma música liricamente, que realmente falou muito para mim e naquela época, muitas coisas da Universal estavam me apontando para Morrissey, então é por isso que é minha música favorita. Eu costumava adorar tocar isso ao vivo, embora nós a executássemos melhor agora. Alguém por favor me impeça de pensar o tempo todo."


Alain Whyte
30 de julho de 2017 em sua conta pessoal do Facebook

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Your Arsenal completa 25 anos - Alain Whyte comenta

Alain Whyte escreveu um texto em sua conta particular no Facebook em 27 de Julho comentando os 25 anos de lançamento de um dos discos mais bem sucedidos da carreira solo de Morrissey.


"Your Arsenal foi lançado há 25 anos hoje. Nós éramos uma banda real então. Porque você pergunta?
Bem, Morrissey queria um nome para a banda no momento da tour do Kill Uncle, mas não conseguimos pensar em um nome. Se eu pudesse voltar, poderia ter sido Morrissey e The International Playboys. Os fãs nos chamaram de "rapazes".

Eu escrevi 8 faixas das 10 neste álbum. Os outros 2 foram escritos por Mark Nevin que escreveu minha música favorita de Morrissey ... "Our Frank". Também foi nomeado para um Grammy, o único álbum de Moz que fez isso.

Eu tinha 25 anos de idade, éramos jovens, burros e descobrimos o que era o mundo. Sim, as coisas típicas de Rock-N-Roll aconteceram, como o Gaz e o Spencer com uma luta de ovos no Wool Hall ao gravar o álbum e as brincadeiras de fantasmas que fiz com Spencer mantendo-o acordado à noite, afetando-o tocar no disco. As montanhas de móveis que criamos em quartos de hotel em turnê rs e a TV saindo pela janela do hotel. Eu nunca fiz isso porque não era o louco Rock-N-Roller, mas nós éramos reais. Eu sentia, assim que o próximo álbum veio, esse vínculo mudou à medida que uma nova seção de ritmo foi trazida. De qualquer forma, aqui estão 2 fotos pessoais a partir desse momento. Um é o Morrissey realmente ouvindo a reprodução de "The One For Me Fatty" e o outro sou eu no ônibus turístico durante a turnê do Your Arsenal. Tenho uma foto escura de Mick Ronson.
Eu não sei por que não levei mais fotos no estúdio naquele momento, um verdadeiro arrependimento. Nunca esquecerei o quão incrível ele era como pessoa e como guitarrista. Ele tocou todas as guitarras em "Seasick Yet Still Docked". Eu amava Mick, na estranha ocasião em que lutava contra o câncer. Ele morreu 6 meses depois de gravar o álbum. Estávamos todos devastados porque ele era um ser humano adorável. Fiquei chateada quando morreu. Ele me levou como um irmão e ele provavelmente viu uma ingenuidade em mim que poderia lembrá-lo de sua juventude. Para mim, este foi o álbum solo mais consistente. Os antigos fãs dos Smiths não estavam convencidos, mas ganhamos uma grande base de fãs na América neste disco.

A primeira canção que eu escrevi que Moz escolheu foi "Pashernate Love" e depois "We Hate It When Our Friends Become Successful". Morrissey perguntou se eu poderia escrever músicas e eu escrevi em um cassette  Tascam 4. Eu daria cassetes à Morrissey. Eu escrevi a maioria dessas músicas em um apartamento em North Finchley em 91. Your Arsenal foi um ótimo momento. Nirvana e Suede atingiram a cena antes da cena Oasis X Blur Brit Pop. Os anos 90 estavam apenas começando."


Esse cara faz muita falta na banda!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Johnny Marr: "Quando os Smiths foram para o No. 1, estávamos sobrevivendo a batatas fritas, chocolate e Coca-Cola"

Tradução de matéria do The Guardian publicada dia 20 de Novembro


Para ler texto original ir em:

Eu sou extremamente anti-pepino. Eu acredito que os pepinos são demoníacos, o buraco negro do mundo alimentar, infundindo tudo por perto com seu "mal do pepino" . Eu realmente não como pepino desde os 18 e venho os evitando desde então. O que se tornou mais difícil depois de virar vegetariano e ainda mais difícil depois de virar vegan.

Minhsa primeiras lembranças são de ser super-espalhafatoso com alimentos. Eu não suportava repolho, cebolas, abobrinha especialmente. Papai estaria morrendo de fome para comer o guisado irlandês depois de fumar cachimbos durante todo o dia, então era tudo sobre ele recebendo sua comida. Muitas vezes eu escondia comida no meu prato e tentava comer as refeições  o mais rapidamente possível. As memórias de ser confrontados com almoços no Sagrado Coração são traumáticas para mim.

Tudo o que realmente me importava era música, roupas, bebidas alcoólicas, cigarros e drogas - até os 25 anos. O mais próximo que cheguei na compra de comida era usar um carrinho de compras para transportar um amplificador Vox AC30. Quando os Smiths foram para o número 1, ainda sobrevivíamos batatas, batatas fritas, chocolates e Coca-Cola.

A segunda vez que eu voei foi para Nova York. Depois de uma noite no CBGB nós saímos da cama e fomos direto para o restaurante local e lá nós descobrimos "hash brown" (obs: não achei tradução) e ovos  e suco de laranja. Foi provavelmente o alimento mais saudável que eu tinha comido até esse ponto.

A partir do minuto que fizemos Meat is Murder eu nunca mais comi carne novamente. Claro que não; Eu não poderia ser hipócrita. Não era muito sacrifício, para ser honesto, pois a nutrição ainda não significava nada para mim. Se você olhar fotos a partir desse momento eu tenho 22-23 e  "seven stone"(Obs: não sei se isso é um padrão de medida").

Eu ainda sinto falta de queijo, porque eu comia muito antes de me tornar vegan. Dizer que era para me limpar de bebida ou drogas é um pouco redutor. Eu sou uma fera diferente. Eu só gosto da idéia de mudança. Eu sou um vegan que evita sobremesas agora, mas se você me ver daqui um ano eu poderia estar comendo um bolo vegan Victoria.

Porque eu sou naturalmente um guitarrista mancuniano que fuma maconha, encontrar-me correndo numa maratona era uma coisa incomum. Mas se Bob Marley podia se levantar na madrugada para correr, então eu posso. Esta manhã eu corri 15 milhas. Alguns dias eu vou fazer 10, outros 20. Você apenas levanta e faz. Depois de uma maratona cheia eu estou desejando a maior e mais salgada pizza jamais inventada.

Minha assistência nas tours parece o "deli" em Whole Foods. Saladas, folhas de videira recheadas, chili ou wasabi, arroz, chá branco, barras de saúde, espinafre, tofu e mingau.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Morrissey e o A-ha

O trio norueguês A-ha
Aproveitando a passagem recente do A-ha pelo Brasil, pego o gancho para comentar que
recentemente descobri que o post que fiz sobre uma reportagem de um jornal norueguês onde o Morten Harket (vocalista do A-ha) cita o Morrissey, é um dos posts mais visitados do site. Sou grande fã do A-ha também, e sei que eles têm uma legião de fãs fiéis em terras brasileiras.

Na Mozipédia, o A-ha é o primeiro verbete. Consta que Morrissey gostava bastante da banda, tendo citado diversas vezes em entrevistas durante 1987 e até confessou ter ído a um show, mas se irritou com as fãs que berravam. Fato que foi confirmado na sua autobiografia, e ao que parece, ele ainda admira a banda, pois nós sabemos que é raro Morrissey elogiar algum outro artista contemporâneo.

Clique aqui para ouvir no You Tube Morrissey cantando um trecho de The Sun always shines on Tv do A-HA há uns anos atrás.

Na página 194 ele conta que foi a um show do A-ha com Marr e que ambos gostavam da banda. Disse ainda que "Nos bastidores, os membros do A-ha são graciosos. Eles são saudáveis, atléticos e inerentemente decentes, sem decoro norueguês, o que é interessante para mim porque mostra como a missão de cantar não tem que ser sempre um resultado de sofrimento."

Acredito que na época deve ter dado algum bafafá na imprensa, pois em 1995, Morten deu uma entrevista à Revista Atrevida na qual foi questionado:

"E os rumores que ligavam no passado Morrissey a você?
Morten Harket: Sou totalmente heterossexual. As pessoas têm inveja e fazem fofoca. É tudo mentira!"


domingo, 25 de outubro de 2015

Moz no Estadão de sexta


Saiu uma entrevista com Morrissey no Jornal O Estado de São Paulo também na sexta dia 23. Só consegui um exemplar com o jornaleiro hoje. =)

Para ler a matéria no site do Estadão, clique aqui.

sábado, 10 de outubro de 2015

15 Minutes with You - minha opinião


Comprei na pré-venda e dei prioridade sobre o “List of the Lost” pois adoro saber sobre a vida das pessoas que admiro e não somente sobre seus trabalhos. Não que tenha chegado a ser uma decepção, por conta de algumas poucas entrevistas, mas esperava bem mais. Esse foi o livro mais dispensável que li até hoje sobre o Morrissey.

Já que se trata de um livro de entrevistas, acho natural fazer algumas perguntas sobre o entrevistado, pintar um panorama geral da personalidade em questão, porém o foco do livro é o Morrissey, a experiência e lembranças que essas pessoas tiveram de trabalhar e conviver com ele; ou ainda, a influência que ele exerceu sobre elas. Sendo assim, acho que foi dito muito pouco. E menos ainda no caso de quem já tinha lido outros livros ou assistido outras entrevistas com essas mesmas pessoas.  Por exemplo, o capítulo com Steve Parish, presidente de um clube de futebol inglês. Tudo bem que eu odeio futebol (não tenho o mínimo interesse em esportes em geral), mas deixando essa informação de lado, foram 25 perguntas sobre o time e 8 sobre o Morrissey - e essa deveria ser a razão do encontro deles!!!

Realmente gosto de conversar com outros fãs sobre questões bobas ou ler a opinião de outros fãs, como por exemplo qual seu álbum favorito ou qual sua interpretação sobre tal letra. De uma simples pergunta pode sair uma conversa extensa e interessante. Então, acho básica a pergunta para os entrevistados “Qual sua música favorita dos Smiths e do Morrissey?”. Eu sei que a preferência geral fica entre “Vauxall and I” e “Viva Hate”, mas esses fãs pararam no tempo... aliás, a imprensa também parou no tempo. Espero que ele não morra antes de ser plenamente reconhecido como um dos poucos artistas relevantes na história da música contemporânea.  Sua influência vai muito além de sua participação na banda, que foi um capítulo maravilhoso e inesquecível de sua história. Os Smiths foram a melhor banda do mundo, mas eu particularmente me defino como fã do Morrissey. Sua carreira solo é fascinante e ele ainda tem muito a oferecer! Bom, tudo isso para dizer que achei meio lugar-comum 90% dos fãs entrevistados dizerem que sua música favorita é “Suedehead”...  

Agora os pontos positivos. O capítulo com o Dave Haslam foi uma delícia de ler e imaginar a cena: ele foi uma das primeiras pessoas a entrevistar o Morrissey, para um fanzine, logo após o lançamento de “Hand in Glove”. Esse é o tipo de história que eu quero ler: Moz indo até seu flat e ele havia cozinhado couve-flor com queijo para comerem juntos, depois os dois seguiram para o pub tomar cerveja e essa amizade durou um tempo. Dave percebeu que desde aquela época, quando os Smiths ainda estavam engatinhando, Morrissey já estava totalmente formado como rock star.

Vini Reilly foi a melhor parte do livro para mim, uma surpresa. Vini foi humilde e sincero, como poucas pessoas são. Quis de desculpar e justificar a polêmica sobre a gravação de “Viva Hate” e o desentendimento com Stephen Street. Me emocionei no final do capítulo quando li uma mensagem do Vini para Julie dizendo que após ler sua entrevista, Street entrou em contato com ele, devido a seu enorme coração.

Dickie Felron, escritor, foi uma completa novidade pra mim. Ele tem 2 livros escritos sobre o Morrissey: “The day I met Morrissey” e  “Morrissey International Airport”, pelo qual fiquei muito interessada em ler. Conta a história de pessoas que viajaram seguindo uma turnê do Morrissey pelo Reino Unido, Europa e America. Já foi para minha interminável lista dos livros que preciso ler.

sábado, 3 de outubro de 2015

15 Minutes With You




15 Minutes With You - comprei na pré-venda e acabei de receber!

Comecei a ler e algumas entrevistas são semelhantes às concedidas em outros materiais, como por exemplo a do Mark Nevin que contém no DVD Morrissey - The Jewel in the Crown... mas todo conhecimento em Moz e Smiths é válido!!! Que pena que essa matéria não cai em concurso público. Praticamente 3 mil páginas estudadas. Rsrsrsrs

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Matéria Revista ShowBizz - Janeiro 2000


Clique na imagem para ampliar.

Matéria sobre show do Morrissey em Londres em 13/11/1999 publicada na Revista ShowBizz de Janeiro 2000, edição 174, da minha coleção particular.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Marr no Cultura Inglesa - Fotos




O que dizer sobre o show de ontem? Incrível!!! Um dos melhores shows que já fui na vida!!!
Assistir na grade da pista vip o show de um dos meus maiores ídolos, é um momento que ficará na lembrança para sempre.
Na minha opinião, foi melhor que o show que ele deu no Lolla no ano passado. A banda está super afiada e Marr pareceu mais descontraído e feliz com o carinho da platéia. Já deixou saudades... No final do show ele soltou um "see you next year", será que já tem algo programado?
Clique nos links para ler resenhas sobre o show e entrevistas por outros veículos de comunicação:

Folha de SP
Globo.com
Rolling Stone
Vírgula
Tenho mais discos que amigos
89 a Rádio Rock

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Terminei de ler a Autobiografia!

Praticamente metade da minha vida foi vivida nessa perversa e incessante adoração.

Se você ainda pretende ler, não leia os meus comentários, vai estragar sua leitura.

Meu livro é a primeira edição inglesa (lembre-se que já está na terceira edição e inclusive na americana algumas partes foram editadas). Confesso que esse foi o livro em inglês mais difícil que eu já li, mesmo tendo inglês avançado, Morrissey usa em suas letras um inglês formal, acadêmico, e no livro não seria diferente, por isso demorei um pouco mais para ler do que leria qualquer outro livro. Estudei como se fosse para um vestibular, com o google tradutor aberto e dicionário inglês/português ao lado, muitas anotações e clipes, mesmo assim foram muitas as palavras que eu não encontrei o significado, mas dá para ler tranquilo, se você tem um bom nível de inglês.

Muitas histórias que ele conta eu já havia lido em outros livros e entrevistas, mas você já parou para pensar em como é incrível ter um livro escrito por ele próprio? Nem em um milhão de anos eu achei que isso iria acontecer!

Meu livro meio detonado agora
Eu me interesso muito sobre a vida pessoal dele, sei que a maioria não se importa ou diz não se importar, mas Morrissey foi desde a adolescência uma influência muito forte na minha vida e eu tenho o costume de me interessar pela pessoa por trás da obra quando minha admiração é intensa e profunda. Eu sou aquele tipo de fã obcecada que precisa saber tudo, ter tudo (nem sempre é possível, mas coleções sempre me fascinaram), e apesar de algumas críticas, não acho que seja algo doentio, pois não faz mal à ninguém, é um hobby que me preenche e me traz muita satisfação. Voltando à vida pessoal do Moz, fora a vida escolar, que já é bem sabido, a vida doméstica dele  também parece ter deixado muitas cicatrizes. Eu sempre quis saber mais sobre seu pai, mas pouco é falado. Tem uma foto muito bonita dele com discos do Elvis e várias citações de críticas que seu pai fazia e isso o deixava muito chateado. No meio dos anos 70 seus pais se divorciaram e seu pai foi embora dois dias antes do Natal, deixando a impressão dele ter uma outra vida em outro lugar, talvez uma outra família. Depois seu nome não é mais tocado e não sei se ele é vivo ainda e se mantém contato.

Ele não esclarece praticamente nada sobre as letras, mas isso a nossa idolatrada Mozipédia já tinha feito pela gente. Fala que a ideia de “Still Ill” veio de uma conversa com a Linder (já foi bem legal saber disso, já que essa música é um marco na vida de muita gente - na minha com certeza).  

Annalisa Jablonska, quem se lembra? Ela fez backing vocals em “Pretty girls make graves” e em “Suffer little children” e nada se sabe sobre ela além de que foi Moz quem a levou ao estúdio. No livro ele diz que seguiu uma tal Anna de perto nos anos 80 e a sugeriu que morassem juntos e ela recusou (porque essas coisas não acontecem com as pessoas certas?). Com certeza se trata da própria, inclusive quem leu as cartas trocadas com seu penpal da época sabe que ele namorava uma Annalisa e que os dois eram bissexuais (apesar dele afirmar até hoje que essas cartas são falsas, é muita coincidência). Um mistério que foi desvendado.

Jake Walters. Os fanáticos já sabiam há anos desse romance. Uma pena que pouco se fala dele no livro, mas se fala com muito carinho, e os dois parecem ser amigos até hoje ( já vi fotos recentes deles juntos). Fora o Jake, os outros supostos relacionamentos são apenas hipóteses, porque Morrissey é extremamente misterioso e engana-se quem pensa que ele abriu o livro de sua vida.

Tina Dehghani, uma das 4 únicas pessoas à quem ele dedica o livro, foi com quem ele passou os seus 40’s. Não dá pra saber se foram namorados ou apenas amigos íntimos. Foi a única vez na vida que ele pensou em gerar um filho, até aí não quer dizer nada... Claro que eu pesquisei exaustivamente até achar uma foto da moça, e parece que essa única foto, pelo que me lembro de ter visto, é uma cena de “The importance of being Morrissey”. E depois tem um tal de Sr. Gelato, um italiano que o acompanhou muito na sua jornada em Roma. Esse ainda estou pesquisando, mas realmente ele não dá pistas de ter namorado nenhuma dessas pessoas, é uma dedução... tendo escutado “Dear God please help me” você sabe que alguma coisa aconteceu em Roma.

Caso Mike Joyce – bem cansativo. 50 páginas de reclamações, que eu entendo perfeitamente, Moz foi injustiçado, uma tremenda sacanagem!!! Mas acho que tinham coisas mais interessantes para contar do que desperdiçar 50 páginas com algo que já sabíamos o que tinha acontecido. No entanto, não vou hostilizar o Joyce, ele era um excelente baterista e seu deslize de caráter não tira o mérito do seu trabalho. Dentro das devidas proporções, os 4 integrantes eram talentosos e criativos e fizeram o som dessa banda que mudou nossas vidas.

Fiquei triste de ler sobre a gravação do primeiro álbum. Já sabia que tinha sido insatisfatória, por terem mudado de produtor. Mas a versão final Morrissey classificou como “mais crime que lamentação”.  Poxa, eu acho The Smiths sublime. Depois de Meat is Murder é meu favorito.
Ele fala sobre ter ataques de pânico e o uso de anti-depressivos, que começaram na época dos Smiths- justo numa época onde ele alcançou seu maior sonho e estava realizado, embora sempre achando que o que conseguia não era o suficiente na gravadora.

Legal ler sobre as gravações dos álbums. Não gosta de Kill Uncle, uma frustração. Relata a época a partir de You are the Quarry com muita satisfação e alegria com o amor recebido pela audiência (lembre-se de que ele odeia a palavra fã).

Um dos assuntos mais destacados são seus encontros com ídolos e suas impressões. Muitos foram decepcionantes, e você vê como isso é importante para ele até hoje, depois de velho e famoso, essa admiração por outros artistas e colecionar itens relacionados. Eu achei o máximo saber que mesmo com mais de 50 anos ele ainda pega o carro e vai assistir shows em outras cidades – tudo isso é tão minha cara!!! Já tive o prazer de conhecer vários artistas de quem sou fã e apenas com um deles me decepcionei porque ele não foi nem um pouco simpático, (apesar de ter concordado em tirar uma foto comigo), mas mesmo assim não deixei de gostar e continuar comprando seus discos. Enfim, eu vejo muito de mim no Morrissey e isso me faz respeitá-lo e amá-lo cada dia mais.

Ele tem um gênio difícil, é teimoso, às vezes contraditório, rancoroso – e quem de nós não tem milhões de defeitos? Ele é um ser humano como qualquer outro, só que incrivelmente talentoso e profundo em tudo que diz, que toca nossas almas como ninguém mais o faz, e por isso ele tem o direito de ser quem é, não precisa se mudar ou fingir ser algo que não é para se encaixar num papel exigido pela sociedade para agradar aos outros. Morrissey é extremamente verdadeiro e sincero, o que o torna o maior inglês vivo, o maior poeta que a Inglaterra já teve depois de Oscar Wilde, o ser humano mais maravilhoso da Terra - todas essas citações de revistas internacionais-  ou simplesmente Morrissey, o nosso herói. 

Vale a pena ler o livro, já que a versão em português virou pó.

domingo, 17 de maio de 2015

Entrevista dessa semana - Turnê Australiana


Morrissey heads to Sydney’s Vivid but don’t ask about the Smiths
The Australian by Iain Shedden


It will come as a surprise to some, but Morrissey would like to hang out at the beach when he arrives in Australia in a week or so. It’s not going to happen, though. The price, he says, would be too great for someone whose relationship with the media is largely a one-sided affair.

“I’d love to go on the beaches in Sydney,” he says, “but in this iPhone-obsessed world I’d be unflatteringly snapped and be turned into an obese spectacle in British newspapers — Heaven Knows He’s Really Fat Now — that type of cleverness. So I tend to stay inside and wait for someone to invite me out for a candlelit dinner, which happens approximately once every 17 years, so I can’t complain.”

And there, in just a few sentences, you have the quintessential Steven Patrick Morrissey, spouting caustic wit with a dollop of faux romance, offset by the merest hint of narcissism and wistfulness. Set to music and repeat every three or four years.

Not one to hold back with his views on anything, the Mancunian singer, songwriter and author explains his volatile relationship with the press with more humour than restraint. “I’ve never been typical and I’m not servile,” he says, “and this makes me far too difficult for the media to bother with. I’m repeatedly asked to justify myself, but that’s OK, even if the very liberal tolerance afforded to pop artists with nothing to offer. Ed Sheeran, for example, is deeply annoying. I think the media will attack you because they’re convinced you can take it on the chin. I’m generally assumed to be *aggressive even though I am quite the opposite, although, yes, I certainly have a chin. I can’t deny that.”

In case it matters, Morrissey, who will be 56 next Friday, has enjoyed his time in Australia in the past, he says, not least the concerts that earned plaudits when he toured briefly in 2012. This time he’s here to perform over four nights at Sydney Opera House as part of the Vivid Live festival, starting on May 26.

There have been several developments in the singer’s life and career since that previous visit. Last year saw the release of Morrissey’s 10th solo album, World Peace is None of Your Business, a recording on which he exercised fully his lyrical and vocal dexterity but also let loose on a variety of topics, including perennials such as animal rights and environmentalism.

He took the opportunity also to put a well-read boot into marriage, the prison system in Ireland and the psychological demands of a *university education.

In 2013 came the much anticipated auto*biography, titled, in typical Morrisseyan fashion, Autobiography, and published, to the chagrin of some literary gatekeepers, by Penguin Classics. It was a book that divided critics, some lavishing it with praise for its multitudinous bons mots, others dwelling on its self-importance. Few could argue that the 660 pages did not reveal Morrissey to have a gift for the long-form written word. Vitriol courses through most of Autobiography, in the direction of teachers, the music business, George W. Bush and, for a good 50 pages or so, his fellow musicians in the band that made them all famous, the Smiths. In hindsight he regrets a few omissions from his life story but is pleased he was able to put it out without having to talk about it.

“I accidentally left out a few significant things — meetings with famous people, being with Lou Reed in Italy, with Joni Mitchell in Hancock Park, being thrown into a police cell at LAX airport — but overall I had no reservations about unleashing the book because the songs had always been very confessional, so it was surely a natural assumption that the book would be, too. I determined not to do any interviews for the book, and Penguin skilfully released it with zero publicity and hardly any announcements, and I think this drew a lot of people in because, as you know, whenever anyone publishes their autobiography they shove themselves into the public eye until everyone starts to vomit at the sight of them. So I did the reverse and it worked very well.”

So encouraged was he by the success of that project that he immediately embarked on another, a novel that is now completed and awaiting publication, although he won’t be drawn on its subject matter. “It is finished and is, I think, unconnected to anything I’ve ever written or said previously,” he says. “That certainly makes a change, doesn’t it?”

When Morrissey met guitarist Johnny Marr in 1982 they were an unlikely pairing, although both were driven by an ambition to have a *career in music. Morrissey had a trial run in a punk band, the Nosebleeds, and briefly in Slaughter and the Dogs, but before teaming up with Marr had turned his hand to writing. He submitted letters regularly to music magazines such as NME and penned three books in the early 1980s, one on the New York Dolls, *another on B-movie actors and the third on James Dean.

In Marr he encountered a perfect foil. They shared a passion for the Velvet Underground, T. Rex and David Bowie. Although it was yet to be proven, the singer’s wordy irreverence would soon blend effortlessly with his collaborator’s distinctive and original guitar chops. With drummer Mike Joyce and bassist Andy Rourke, the Smiths were born and proceeded to alter the landscape of British rock music with a *succession of melodic and hook-laden singles, including Hand in Glove, This Charming Man, Heaven Knows I’m Miserable Now and How Soon is Now? The band released four albums between 1984 and 1987 but had split up by the time the last one, Strangeways, Here We Come, was released.

Morrissey won’t talk about the Smiths — and certainly not about a reunion, although it is something that it is floated in the media whenever Marr and Morrissey are within a country of each other. There’s also the difficulty around the fact Joyce took them to court over royalties in 1996 and won. When asked about a reunion, the singer is dismissive. “The question is so irrelevant that I don’t actually understand it,” he says. Nor is he curious about what Marr might have to say about their fractious relationship when the latter publishes his autobiography next year.

The Smiths’ legacy far outlasts its tenure. Morrissey is a different story. Since releasing his debut album Viva Hate in 1988 he has maintained a steady following, scored a smattering of hits such as You’re the One for Me, Fatty, Irish Blood, English Heart and The More You Ignore Me, the Closer I Get, all of which boast flowing, nimble lyricism and vocal styling. Given his rarely concealed dislike for people as a whole, it’s no surprise his favourite lyric is taken from his seventh album, You are the Quarry.

“I’m very proud of the lyrics to The World is Full of Crashing Bores,” he says. “Partly because they’re obviously very true, but also because I can’t think of anyone who has ever made that observation.”

His songwriting stems from observation, however, and he jots things down. “Yes, I carry around notebooks because we do tend to hear things that we’ll never hear again, so there’s no point relying on memory all of the time. I also listen intently to what people say, and I have the annoying habit of constantly seeing it written down before me. This is only annoying because most people don’t say anything interesting. Consequently all of my notebooks are blank.”

OK.

Although he appears to be in good spirits generally, one wonders if Morrissey gets more cynical as he gets older. Lyrics such as “humans hate each other’s guts and show it” from World Peace’s song Mountjoy would suggest that, but he reckons, overall, he is a positive person.

“I think if I wasn’t positive then I wouldn’t ever get out of bed,” he says. “But I also think it’s positive to fully understand the mechanics of the human race, and for the most part they are stupid, ignorant and destructive. Earth would be a much better place without *humans and it is actually dying solely because of humans. *Elephants have not destroyed the planet.”

Morrissey has lent his name and actions to several causes, not least animal rights. The singer, famed for his Meat is Murder stance, has banned the selling of meat products at his Sydney concerts and pulled out of a prospective concert in Iceland because the venue insisted on selling meat. Morrissey issued a statement that read: “I love Iceland and I have waited a long time to return, but I shall leave the Harpa Concert Hall to their cannibalistic flesh-eating blood-lust.”

Concerns about the menu aren’t the only reason Morrissey has cancelled shows through the years. Of some concern intermittently has been the state of the singer’s health. Illness is a natural hazard for touring musicians, but he has been more prone than most. As early as 1991 the singer cancelled shows in Australia on his Kill Uncle tour because of flu. More recently double pneumonia prompted the abrupt end of an American tour in 2013 and last year a virus ended another American jaunt.

“Yes, I’ve had a lot of health issues,” he says, “to put it mildly, but they come and go — as we do,
which makes me no different to any other human.”

Reports around that last American tour suggested Morrissey claimed he had contracted the virus from his support act, Kristeen Young, something she disputed after being asked to leave the tour. He has another explanation as to why he no longer shares microphones.

“I had the practice of handing the microphone to audience members throughout the night,” he says, “so that they could say whatever they wished, but doctors ordered me to stop this because they said I was inviting Asian flu into the microphone that I would then continue to sing through, and then the following night would be cancelled because I was on a life-support machine. So I stopped handing the microphone around. Little things mean a lot.”

The singer is looking forward to his Sydney performances, even if he won’t get to the beach. Looking further ahead he has another album in the works, although at present he doesn’t have a recording company. EMI dropped his contract just a few months after the release of World Peace is None of Your Business and others haven’t been queuing up to sign him.

“Six labels have turned me down,” he says. “The policies are unchangeable in modern music, and the fact I can sell out four nights at Sydney Opera House and the London 02 doesn’t mean a thing to a label executive. If you are not 21 then they don’t see how you could possibly make good music, or how people would want to listen to you. The music world is unsalvageable … hence Sam Smith. Madonna has recently complained that the music industry is ageist, and she’s quite correct.”

Morrissey once said he couldn’t see himself performing beyond the age of 55, but he’ll be doing just that when he takes to the Opera House stage 10 days from now. He’s still in good voice, in more ways than one.

“I don’t ever practise and I never warm-up,” he says. “I think you can either sing or you can’t, and no amount of concentration or whisky-avoidance will affect your power. My good friend Damien Dempsey has an incredible voice and he drinks 48 pints of Guinness every day.”

Morrissey performs at Vivid Live at the Sydney Opera House on May 26, 27, 30 and 31.


Observações
Grifei as partes que achei mais interessantes da entrevista. 
Seu romance JÁ está pronto!!!
Sua letra favorita é "The world is full of crashing bores" - adoro saber esse tipo de coisa!
Ele fica esperando alguém convidá-lo para um jantar à luz de velas??? MORRI, pode enterrar.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Memorabilia - Revista Set Hype


Fiz uma pequena cirurgia na sexta passada, de modo que passei o feriado de molho. Com exceção de algumas visitas, passei os últimos 3 dias deitada na cama assistindo uma série de shows da carreira solo do Moz.

Como andei falando da adolescência e a troca de materiais, peguei algumas revistas para ler (como eu adorava ir até a banca e comprar revistas de música!) e essa tem uma das entrevistas mais bacanas que já fizeram com o Morrissey. Geralmente eu fico irritada com esses jornalistas que perguntam sempre as mesmas coisas para os artistas, e justamente por isso o próprio Morrissey disse em 2009 que ficou um bom tempo sem querer ser entrevistado. Mas esse cara fez as perguntas certas.

Infelizmente não dá para transcrever tudo aqui, são 8 páginas, mas tirei foto de uma das perguntas que achei mais inteligentes.



Revista Set Hype, Agosto de 2004.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Noel Gallagher: ‘A night out with Morrissey inspired track on my new album’

Noel Gallagher has told Q that an evening down the pub with Morrissey helped to inspired a track on his new solo album.

Speaking in our new issue, Q343 out now, the former Oasis man admitted he’s in debt to The Smith for influencing the direction of album opener Riverman.

“We all go out to this bar and Morrissey brings this mix CD with him, because he hates listening to other people’s music,” Noel tells Andrew Perry of a night out in a Los Angeles bar with the singer and Russell Brand.

“We were chatting away, bullying Russell mainly, and then Morrissey would point at the speaker and go, ‘Name this tune!’”

One of the songs, that Gallagher couldn’t identify, was Brian Protheroe’s Pinball. However the song later came to inspire the saxophone and guitar solos of his own LA sounding tune.

“I have to thank Morrissey for that,” he admits, “but I will state that he’s not getting any fucking royalties for it. Or a credit. I’m just saying thank you now.”

Get our latest issue, out now in print and on digital, for the full exclusive interview with Noel Gallagher, including his thoughts on what Liam should do next…


Publicado em Q Magazine: http://www.qthemusic.com/7871/noel-gallagher-a-night-out-with-morrissey-inspired-track-on-my-new-album-q343-preview/

sábado, 3 de janeiro de 2015

Morrissey revela a jornal que fez tratamentos contra câncer

Notícia atrasada, devido à meses sem postar...


Morrissey revela a jornal que fez 

série de tratamentos contra câncer



'Passei por raspagem de tecidos cancerosos 4 vezes', disse ao 'El Mundo'.
Ele falou que não faz sexo, odeia casal Beckham e usa o termo 'McDonna'.


O cantor britânico Morrissey, de 55 anos, revelou em entrevista ao jornal espanhol "El Mundo" publicada nesta segunda-feira (6) que fez uma série de tratamentos contra câncer. Perguntado sobre seu estado de saúde após ter sido hospitalizado nos últimos meses e ter cancelado vários shows, o ex-vocalista do Smiths respondeu: "Já passei por raspagem de tecidos cancerosos quatro vezes, mas não importa. Se for para eu morrer, que morra. Se for para não morrer, que não seja". Ele não especificou, no entanto, o tipo de câncer.

No mesmo trecho da conversa, Morrissey acrescentou: "Neste momento, me sinto bem. Estou ciente de que, nas últimas fotos me tiraram de mim, estou debilitado, mas assim são as doenças. Não vou me preocupar com isso, e vou descansar quando estiver morto".

O jornal britânico "The Guardian" apontou que, apesar de ter tido diversos problemas de saúde nos últimos tempos, esta é a primeira vez em que o cantor menciona a palavra "câncer" ao tratar do assunto.

No começo de 2013, ele foi diagnosticado com úlcera hemorrágica. Depois, em março, foi hospitalizado com pneumonia dupla e cancelou uma apresentação nos Estados Unidos. Em julho, teve intoxicação alimentar em passagem pelo Peru. Finalmente, em junho deste ano, teve infecção respiratória e desmaiou durante um show em Boston, novamente nos Estados Unidos.

'Não tenho vida sexual'

Na entrevista ao "El Mundo", Morrissey falou também que não faz sexo e tem qualquer contato outras pessoas: "Não tenho vida social, não preciso disso. Vivo tranquilo em solidão. A diversão é uma construção artifical, e se você não tem vida sexual (e eu não tenho, em absoluto) é impossível lidar com as pessoas, porque as pessoas só falam de sexo. Se você não tem um parceiro, as pessoas olham de maneira suspeita".

Na conversa, o músico fez diversos de seus típicos comentários ácidos e irônicos. Quando o assunto foi seu primeiro romance, respondeu: "Provavelmente, vai ser editado no próximo ano e, com sorte, poderei de deixar de cantar para sempre, o que faria muita gente feliz!".

Em outro momento, foi mais longe: "Estou em uma idade em que já não deveria fazer música. Muitos compositores de música clássica morriam aos 34 anos. E eu continuo aqui, sem que ninguém saiba o que fazer comigo. O público que tenho é muito jovem, o que me leva a pensar que as canções dos Smiths, assim como acontece com as dos Ramones, são mais significativas agora do que antigamente". 

Na última pergunta da entrevista, Morrissey foi questionado sobre o primeiro nome que lhe vem à cabeça quando pensa na pessoa "mais especialmente odiosa e inútil do mundo". Aí, atira na direção do casal Beckham e de "McDonna", que é como ele chama Madonna. "Não odeio as pessoas, sou um homem amável e sensível, mas não consigo suportar Daivd e Victoria Beckham", diz.

"A trágica importância que a mídia dá a esse casal é o que está nos transformando em uma nação de zumbis. Eles não são nada, mas seus egos são anormalmente superdesenvolvidos. Victoria nunca faz nada, mas está sempre ocupada, absorta em sua autoadoração, que nem 'McDonna'. E seu marido [David Beckham], bem, ele não sabe nem falar inglês e seu negócio é repugnante. Tem uma linha de perfumes que foram testados antes em animais, como se os animais costumassem usar colônia. Lembre-se: se você compra sua loção pós-barba de Beckham, você está apoiando a tortura animal."


Publicado em: http://g1.globo.com/musica/noticia/2014/10/morrissey-diz-jornal-que-fez-serie-de-tratamentos-contra-cancer.html

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Johnny Marr promete autobiografia


Johnny Marr on releasing an autobiography:
 'It's going to happen' 


Guitarist to follow former Smiths' bandmate Morrissey 
by releasing his own memoirs


Johnny Marr has revealed that he is planning on releasing an autobiography in the "next couple of years". 

The guitarist's former Smiths' bandmate Morrissey published his autobiography earlier this year and the book has subsequently gone onto be a huge success. The Penguin published memoir sold just under 35,000 copies in its first week of sale and has been tipped to become a Christmas bestseller according to high-street retailer Waterstones.

In an interview with Brooklyn Vegan, Marr was asked if he had any plans to release his own autobiography and the guitarist responded: "There is gonna be one, yeah. I've had so many offers and so many people advising me that my story is worth it, but I understand it's something that I have to do."

He went onto add: "I'll do it in the next couple of years. I'm into from the stance that I want it to be so thorough that I don't make a record or tour whilst I was doing it. It is gonna happen, and I've already made an agreement with a publisher for it, so I will get it done."

Last month, it was revealed that Marr is working with Pharrell Williams and Hans Zimmer on the score to The Amazing Spider Man 2. A tweet from Marc Webb, director of the eagerly anticipated comic book sequel, showed a picture of Marr with Williams and Zimmer as well as Incubus guitarist Mike Einziger. The tweet, which you can see below, confirmed that the four musicians are working on music for the film, which will be released in 2014. 


Publicado em:  http://www.nme.com/news/johnny-marr/73849#2JkuOkCLm7E6avoG.99

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Andy Rourke of the Smiths: "I hate it when people say, 'Oh, you're a DJ now'"

Andy Rourke (due at Lipgloss this Friday, January 24, at Beauty Bar) came to the attention of the world as the gifted bass player of the Smiths. Alongside drummer Mike Joyce, Rourke, with his eclectic and creative style, provided a subtle but unmistakable backbone to Johnny Marr's inspired jangle and Morrissey's neo-decadent poetry and theatrically melodramatic vocals.


After the Smiths split in 1987, Rourke has guested on numerous records and contributed to the bass player supergroup Freebass. Beginning with a gig at Lipgloss in 2004, Rourke has also deejayed across the globe -- well, deejayed in the sense of choosing songs from his collection of music to play. Ahead of his return engagement playing some of his favorite music at the classic Denver club night, we spoke with the drily humorous and engaging Rourke about what drew him to the bass in the beginning, his current projects and how in the late '70s most of the Manchester bands practiced in the same run down building.


Westword: What was it about bass that attracted you to playing it?

Andy Rourke: Interesting question, and I'll give you an interesting answer. Me and Johnny [Marr] met at school when we were eleven or twelve and started playing together at that time. We started a band, and at that point, I was on rhythm guitar, and the bass player was terrible. He went on to become a very famous actor on a television show called Coronation Street.

So one day Johnny said, "Why don't you try the bass and let him play the guitar." I said, "Okay, I'll give it a whirl and see what happens." I liked it, and here I am. It was just a new challenge. Something completely different. I had learned classical guitar when I was a kid, and I embraced it, and apparently I got good at it.

When you were playing with Freebass, you were doing the more mid-range-y thing in that band. Do you feel your style gravitated toward those frequencies?

With Freebass, there were no rules really. It was all rather chaotic. Obviously Hooky was playing the high end stuff, which he always does, Mani was doing the bottom end, and I thought I'd go midway and meet everyone in the middle.

You and Johnny were in what has been described as a funk band before The Smiths. How did you get interested in playing that style of music then?

When I started playing the bass, I became kind of fascinated by it and started investigating various styles of bass playing, and I was really struck with funk music, mainly American funk music -- Stanley Clarke, Funkadelic and that kind of stuff. That comes out in a couple of songs like "Barbarism Begins at Home." It's just a style I like. I found it easy to express
myself in that way.

Do you feel you continued playing in that style, or do you feel you changed things up considerably later on?

I became more adaptable, put it that way. You don't want to be a one-trick pony. On a lot of Smiths songs, I used a pick or a plectrum, and for some of the slow songs, I used my thumbs and my fingers. That's why I love the bass -- it's adaptable, and you can express yourself so well with it.

You did an interview with The Daily Beast where you said that in New York people don't ask you to play in their projects as much as you were used to in Manchester. Have you been asked to play on any records recently?

I've got a few things on the boil. I've got my personal project with Olé Koretsky, Jetlag. [Our album has taken] a long time to finish, but we're almost there. I've also had a collaboration with a talented musician called Timothy O'Keefe. I got a random call from his manager and the [project, Daddy, includes the actor James Franco]. I'm helping him with those songs and it should be out in April. It sounds really good so far. I'm also working with a record label called French Kiss and I'm jamming with [two guys at the label including Syd Butler], so we're working on some material. I've done a few remixes here and there, and I DJ all over the place, not so much in New York.

What got you started doing the DJ thing?

Probably about eight years ago. The first time I think Michael Trundle actually booked me and Mike Joyce to play at Lipgloss. And then, I don't know, I think it was just born out of frustration, really, because I wanted to hear the songs that I wanted to hear in night clubs instead of all this shitty music. I enjoy it, and I get to meet people and travel the world.

Is there a particular era of music you focus upon?

I play a lot of classics like, I suppose, indie classics and rock and roll classics. Beatles, Stones, a lot of English music. The Kinks. And more up-to-date stuff. I try to keep up with that, which can be difficult, but I try. I hate it when people say, "Oh, you're a DJ now." No, I'm not a DJ. I will always be a musician. Deejaying is my play time.

Are there particular new artists you enjoy? Probably a lot.

I like Parquet Courts, the Allah Las. I never have set list, I just grab things randomly. I like the Palma Violets, too, as well as Ty Segall. He's a bit laid back. Unknown Mortal Orchestra, I like that stuff. There's so many new bands. In Manchester, when I was growing up, there were five bands in the whole of Manchester:

There was The Fall, there was Joy Division and a couple of others, and that was about it. There was one rehearsal space, and you could hear each other and actually see each other because the walls were rotten. That place was called TJ Davidson. It was right behind Deansgate Station. I think it's demolished now because it was an unsafe building.




Publicado em: http://blogs.westword.com/backbeat/2014/01/interview_andy_rourke_the-smiths.php